sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Run the world: Sweet/Vicious

Pois muito que bem, assim como semana passada e ainda seguindo a vibe adolescente, depois de Teen Wolf e Scream, estreou no canal da MTV na fall season de dois mil e dezesseis Sweet/Vicious, que diferente das antecessoras não explora o sobrenatural e/ou terror. A série aborda como tema um assunto muito sério e que faz parte do nosso dia-a-dia: abuso e exploração sexual. 


Sweet/Vicious, que originalmente iria se chamar Little Darlings, foi criada por Jennifer Kaytin Robinson e estrelada por Eliza Bennett, Taylor Dearden, Brandon Mychal Smith, Nick Fink, Aisha Dee e Dylan McTee, se desenvolve sobre a vida de Jules, personagem vivida por Bennett, uma jovem bela, recatada e do lar, que tem sua vida transformada após sofrer um grande trauma no passado. E a doce garota, que levava uma vida calma e serena, frequentando as festas da fraternidade, movida pelo ódio e medo do seu passado, transforma-se em vigilante, atacando os acadêmicos que cometeram/cometem estupros dentro do campus da universidade e saíram/saem ilesos de tais crimes, parafraseando Rita Lee, Jules é mais macho que muito homem.

E como todo vigilante, assim como nosso Green Arrow, não trabalha sozinho, Jules conta com a ajuda de Ophelia (Taylor Dearden), que é o seu oposto, tanto que logo no inicio do primeiro episodio já vemos Ophelia acordando com um maluco pelado, Evan (Stephen Friedrich) em sua cama, fumando maconha e correndo da polícia do campus. Melhor pessoa. Movida por sua inteligência e curiosidade, Ophelia descobre todo o trabalho que Jules vem realizando nos últimos meses, e então decide ajudá-la, mas é com um terrível acontecimento que as duas se veem entrelaçadas e ambas transformam-se em uma dupla de vigilantes que protegem as garotas da universidade. Run the world? Girls!


A dinâmica e química entre as personagens é algo crescente, que vai acontecendo naturalmente. De início, elas não se dão bem, até porque Ophelia, que é toda extrovertida vibes e tal, força Jules, que é fechada, mais na dela e introvertida, a deixar que faça parte de sua missão no combate ao crime sexual, nascendo assim uma amizade, sem querer querendo. Até que em determinado momento elas aprendem a conviver e trabalhar juntas, com aquele velho clichê de que os opostos se atraem. A gente vê a personagem de Taylor como uma maneira que os roteiristas encontraram de incluir humor em meio a um assunto tão sério e importante abordado na série. 

Ainda falando sobre amizade, Jules e Ophelia têm seus melhores amigos, respectivamente. Jules tem Kennedy, interpretada por Aisha Dee, e Ophelia, por sua vez, tem Harris James, interpretado por Brandon Mychal Smith, que em virtude dos segredos e mentiras, ambos vão se afastando das vigilantes. E olha, as duas batem em todo mundo mesmo. Sexo frágil não existe nessa série!

Mas calma, relacionamentos não as únicas coisas que a série aborda não, porque além tratar um assunto sério de forma cômica, pra quem, assim como nós, é viciado em séries/filmes, notou que em diversos momentos Sweet/Vicious trabalha com variadas referências, como por exemplo, Grey's Anatomy, Mr. Robot, Wicked e Frozen. A gente pira!

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Defying Gravity, Wicked

Confira o trailer da série clicando aqui

A série que recebeu inúmeras críticas positivas, exibiu no último dia vinte e quatro de janeiro o último os dois últimos episódios da primeira temporada, e até o momento a série ainda não foi renovada para sua segunda temporada. Queremos ver o circo pegar fogo e Jules e Ophelia batendo em geral. #renovaMTV

"Faço o possível para escrever por acaso. Eu quero que a frase aconteça. Não sei expressar-me por palavras. O que sinto não é traduzível. Eu me expresso melhor pelo silêncio. Expressar-me por meio de palavras é um desafio. Mas não correspondo à altura do desafio. Saem pobres palavras." Clarice Lispector